Regras De Concordância Nominal - O erro de concordância que parece certo mas que acaba com a autoridade ...
O erro de concordância que parece certo mas que acaba com a autoridade ...

Neste artigo, você vai entender de forma clara e prática as regras de concordância nominal, essencial para construir frases gramaticalmente corretas em português.

O que é concordância nominal e para que serve?

A concordância nominal é o conjunto de regras que garante a concordância entre o núcleo do sujeito e os elementos que o acompanham na oração, como artigos, adjetivos, pronomes e predicativos do sujeito. Seu objetivo é manter a coesão e a clareza da mensagem, indicando número e, em alguns casos, gênero de acordo com o sujeito. Dominar as regras de concordância nominal é crucial para evitar erros de gramática e melhorar a qualidade da escrita, seja no falar ou no escrever.

Qual é a regra básica da concordância nominal?

A regra central é simples: o núcleo do sujeito determina o número e, quando aplicável, o gênero dos demais componentes. Portanto, se o núcleo for singular, os elementos que o acompanham também devem ser singulares; se for plural, devem ser plural. Essa regra abrange artigos definidos e indefinidos, adjetivos, pronomes retomativos e predicativos do sujeito, respeitando a concordância com o sujeito principal na oração.

  1. Identifique o núcleo do sujeito

    O núcleo é o termo principal que compõe o sujeito, podendo ser um substantivo ou um pronome. Exemplo: em “as crianças brincam”, o núcleo é “crianças”, que é plural. Portanto, todos os elementos que o acompanham devem concordar em número com esse núcleo.

  2. Concordância com artigos e adjetivos

    Artigos e adjetivos devem concordar com o núcleo do sujeito em número e, se for o caso, em gênero. Exemplos: “o menino corre” (singular, masculino), “os meninos correm” (plural, masculino); “a menina corre” (singular, feminino), “as meninas correm” (plural, feminino). Quando o núcleo é composto, o artigo e o adjetivo geralmente se flexionam no plural apenas no núcleo, como em “as crianças felizes”.

  3. Concordância com pronomes retomativos

    Os pronomes que retomam o sujeito precisam estar em harmonia com ele. Exemplos: “João chegou. Ele está cansado” (singular, masculino); “Maria chegou. Ela está cansada” (singular, feminino); “João e Maria chegaram. Eles estão cansados” (plural, masculino ou misto); “Maria e Ana chegaram. Elas estão cansadas” (plural, feminino).

  4. Predicativos do sujeito

    Quando o predicativo acompanha o sujeito e o completa, deve concordar em gênero e número com o núcleo do sujeito. Exemplos: “O time está confuso” (singular, masculino), “As equipes estão confusas” (plural, feminino). Em orações como “Ela está cansada”, o adjetivo concorda com “ela” no gênero feminino e número singular.

As regras de concordância nominal são sempre iguais?

Existem particularidades que exigem atenção, como sujeitos compostos, coletivos, indeterminados e construções com “todo”. A regra geral é o número do núcleo, mas algumas palavras funcionam como uma unidade e exigem concordância específica.

Sujeitos compostos e coletivos

Em sujeitos compostos ligados por “e”, o verbo e os adjetivos normalmente concordam no plural, a menos que cada parte seja tratada como unidade e o contexto permita o singular. Exemplos: “João e Maria estão aqui” (plural). Já coletivos como “gente”, “pouco” e “foco” exigem singular: “A gente está feliz” ou “O foco está claro”.

Sujeitos indeterminados e “todo”

Como “ninguém”, “alguém”, “nenhum” e “todo”, a concordância pode variar conforme o sentido. Em geral, “todo” exige singular quando falamos de quantidade (“Todo mundo chegou”), mas pode ser plural quando o grupo é subdividido: “Todo (cada) um dos alunos traz seu livro” ou “Todos (os) alunos trazem seus livros”.

Quais são os erros mais comuns na concordância nominal?

Equívocos acontecem principalmente com regras de concordância com coletivos, pronomes de tratamento e substantivos que aparentam ser plural. Reconhecer esses casos ajuda a evitar confusões e a reforçar a clareza na comunicação.

Como aplicar as regras de concordância nominal na prática?

Para fixar as regras de concordância nominal, é preciso trejar a identificação do núcleo do sujeito e ajustar artigos, adjetivos, pronomes e predicativos conforme número e gênero. Analisar cada oração com calma ajuda a evitar erros recorrentes e a desenvolver uma escrita mais precisa.

Perguntas frequentes

Como tratar a concordância com coletivos como “gente” e “fato”?

Esses substantivos exigem verbo e adjetivos no singular, pois funcionam como uma unidade única, mesmo com sentido de grupo.

O que fazer com “todo” quando se refere a indivíduos dentro de um grupo?

Nesse caso, “todo” pode ser acompanhado de verbo e adjetivos no plural, pois cada membro do grupo age individualmente, como em “Todo um time está se preparando”.

Como proceder com substantivos que parecem plural, mas exigem singular?

Identifique se o termo é um núcleo singular que apenas parece plural, como “lápis” ou “fato”, e mantenha a concordância no singular.

Qual a regra para “você” e “tu” na concordância?

Mesmo sendo usados no plural no sentido de respeito, “você” e “tu” exigem verbos e adjetivos no singular na construção padrão da gramática formal.