Quando Parou De Fabricar A Moeda De 1 Centavo - Como é fabricada a moeda no Brasil? - Mundo Inverso
Como é fabricada a moeda no Brasil? - Mundo Inverso

O Brasil parou de fabricar a moeda de 1 centavo em 28 de fevereiro de 2018, após decisão do Banco Central por torná-la irrelevante para a economia. A moeda foi oficialmente extinta em 1º de janeiro de 2021, quando perdeu valor legal. Este texto explica o cronograma, motivos e impactos da saída do centavo.

o que significou a moeda de 1 centavo

A moeda de 1 centavo fez parte do sistema monetário brasileiro por mais de um século. Inicialmente introduzida no Império, passou pelo real e pelo cruzeiro, ganhando nova vida no real de 1994. Com o avanço da inflação e da economia, seu poder de compra foi diminuindo drasticamente. O Banco Central concluiu que o custo de produção não se justificava mais pelo valor nominal, motivo que levou ao fim da fabricação.

por que o banco central encerrou a produção

A decisão de encerrar a produção da moeda de 1 centavo baseou-se em estudos econômicos que mostraram o custo-benefício desfavorável. Fabricar uma moeda de metal custa mais que seu valor de face, especialmente quando a moeda não é mais aceita em transações por lojistas. Além disso, o centavo tornou-se uma espécie de "moeda de papelão", usada apenas para arredondamentos, gerando custos desnecessários ao sistema financeiro.

quando parou de fabricar a moeda de 1 centavo oficialmente

O Banco Central anunciou a paralisação da fabricação em 28 de fevereiro de 2018. Naquela data, não foram mais produzidas moedas de 1 centavo para circulação. A partir daquele momento, a produção esteve restrita apenas a algumas unidades comemorativas. O ponto de virada definitivo veio em 1º de janeiro de 2021, quando a moeda perdeu o status de curso legal, ou seja, não pode mais ser recusada em pagamento, mas também não é mais aceita para quitações.

cronograma da extinção da moeda de 1 centavo

O fim da moeda de 1 centavo seguiu uma agenda planejada pelo Banco Central:

Essas datas foram divulgadas com antecedência para que a população se adaptasse ao novo cenário, evitando surpresas em lojas e mercados.

como isso afetou consumidores e lojistas

No dia a dia, a aposentadoria do centavo trouxe mudanças práticas, especialmente no fechamento de contas. Os estabelecimentos comerciais passaram a arredondar os valores das compras para o múltiplo de 5 em 5 centavos, seguindo regras simples: valores com centavos de 1 a 2 são arredondados para baixo (ex.: R$ 1,02 vira R$ 1,00), enquanto os de 3 a 7 são arredondados para cima (ex.: R$ 1,06 vira R$ 1,05). O arredondamento beneficia consumidores e lojistas, reduzindo a necessidade de troco em moedas.

impactos econômicos e mitos sobre o fim do centavo

Um dos principais impactos foi a redução de custos operacionais para o Banco Central, que deixou de gastar com produção, transporte e armazenamento de moedas de baixo valor. Além disso, lojistas relataram menor necessidade de caixa para guardar trocos. Um mito comum é que o arredondamento prejudicaria os consumidores, mas estudos mostram que os efeitos são neutros, pois os arredondamentos se compensam ao longo do tempo. Outro equívoco é que o fim do centavo gerou inflação, o que não foi comprovado por nenhuma autoridade monetária.

perguntas frequentes sobre o fim do centavo

Posso ainda usar moedas de 1 centavo hoje?
As moedas de 1 centavo perderam o curso legal em 1º de janeiro de 2021. Elas não devem ser aceitas em pagamento, mas lojistas podem, opcionalmente, recebê-las como doação ou para fim de arredondamento. O que acontece com as moedas antigas de 1 centavo?
Você pode trocar moedas de 1 centavo por dinheiro em qualquer agência da Casa da Moeda ou do Banco Central, desde que estejam em quantidade que compense a troca. Também podem ser vendidas em lojas de numismática.

Por que as lojas somem o centavo no preço?
Muitos comércios já aplicam o arredondamento no momento da marcação do preço, reduzindo o valor para o múltiplo de 5 centavos mais próximo, facilitando o pagamento sem a necessidade de moedas.