Conama Nº 237 1997 - Resolução Conama Nº 237 1997 - RETOEDU
Resolução Conama Nº 237 1997 - RETOEDU

Este guia esclarece o escopo, os requisitos e as implicações práticas da Conama nº 237/1997, normativa que estabelece diretrizes para o manejo de resíduos perigosos no Brasil.

O que você vai entender ao final deste guia

Você terá um panorama completo sobre a Conama 237 1997, desde seus fundamentos legais até critérios de classificação, armazenamento, transporte e disposição final de resíduos perigosos.

Contexto histórico e base legal

A Conama nº 237 de 1997 foi publicada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) em 4 de setembro de 1997, regulamentando o gerenciamento de resíduos perigosos no território nacional. A norma surgiu em resposta à necessidade de harmonizar critérios técnicos e operacionais em todo o Brasil, antecipando aspectos da lei 13.466/2017 e estabelecendo requisitos que ainda norteiam as condições de segurança sanitária e ambiental para esse segmento.

Objetos de aplicação da norma

A Conama 237/1997 aplica-se a todas as atividades que gerem resíduos perigosos, incluindo:

Fica excluído o manejo de resíduos radioativos, de origem agrícola em estabelecimentos rurais e de resíduos provenientes de atividades de extração em fase de exploração, que possuem legislação específica.

Critérios de classificação dos resíduos

A classificação dos resíduos perigosos sob a ótica da Conama 237 1997 considera características físicas, químicas e de comportamento ambiental. São adotados critérios como:

O anexo da norma detalha lista de resíduos e respectivas classificações, servindo como referência para a identificação e rotulagem adequada.

Requisitos para armazenamento e identificação

O armazenamento de resíduos perigosos deve obedecer a requisitos rigorosos de segurança, tais como:

Transporte e movimentação

O transporte de resíduos perigosos exige atenção especial quanto a:

A Conama 237 1997 estabelece diretrizes para evitar reversões, derramamentos e exposição acidental durante o trajeto.

Tratamento e disposição final

A normativa incentiva a redução em fonte e a reutilização, priorizando a gestão integrada de resíduos. Quanto à disposição final, a Conama nº 237/1997 exige:

Documentação e responsabilidades

É obrigatório manter registros detalhados de:

A designação de um Responsável Técnico ambiental e a elaboração de Programas de Gerenciamento de Resíduos são práticas recomendadas para assegurar conformidade.

Dúvidas frequentes sobre a Conama nº 237/1997

  1. Resíduos perigosos de pequeno gerador (Conama 237 1997): a normativa estabelece condições simplificadas, mas mantém a obrigatoriedade de documentação e armazenamento seguro.
  2. Substâncias em pequena quantidade para uso laboratorial: ficam isentas de algumas exigências operacionais, desde que estejam devidamente acondicionadas e rotuladas.
  3. Atualizações posteriores à Conama 237 1997: fique atento a atualizações temáticas publicadas pelo CONAMA e órgãos estaduais, que podem incluir novos resíduos e critérios mais rigorosos.
  4. Onde encontrar a lista oficial de resíduos perigosos? Consulte o anexo da norma e eventuais atualizações publicadas no Diário Oficial da União e nos órgãos ambientais estaduais.
  5. Sanções em caso de descumprimento: as penalidades variam desde autuações administrativas até responsabilização civil e criminal, conforme gravidade e impacto ambiental.

Dominar os preceitos da Conama nº 237/1997 é essencial para organizações que lidam com resíduos perigosos, pois garante segurança jurídica, proteção ao meio ambiente e prevenção de riscos à saúde pública.